quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dois pesos, duas medidas

Você pode detestar ou não o ex-presidente Collor. É possível ser indiferente ou até mesmo gostar dele. Mas, não dá para discordar quando diz que, se todos são iguais perante a lei, por que ele teve os direitos políticos cassados após o impeachment e a presidente hoje definitivamente afastada está apta a se candidatar a qualquer outro cargo público eletivo?
Resultado da esperteza do PT? Ou facilidade que tem este País de interpretar a lei conforme interesses particulares? Seja como for, foi mais um lance absurdo deste conturbado processo de impeachment, cheio de acontecimentos que beiraram o ridículo e se aproximaram da luta-livre no "ringue" do Senado.
A luta pelo poder é capaz de levar as pessoas a um ponto sem volta, mas o que se espera agora é que o País, em um caminho de tranquilidade e sem incertezas, possa retomar o crescimento e ser capaz de satisfazer, pelo menos, as necessidades básicas de seu povo. Com dificuldades, claro, com sacrifícios, sim, mas a esperança existe. Sem ela, o que seria de nós?

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Esperando por Ordem e Progresso

Está certo que é uma situação grave, que coloca na berlinda o futuro do País. Mas, precisavam os nossos senadores darem o "espetáculo" que vêm dando no julgamento do "impeachment" da presidente? Os nervos à flor da pele, tudo bem, justifica-se. Porém, berros, ofensas, ameaças, choro, empurra-empurra, quase se chegando às vias de fato, é imperdoável.
Desafetos, luta insana pelo poder, mentiras, ideologias, colocação de interesses político-partidários acima dos interesses da Nação são ingredientes de um bolo podre, que não poderia estar sendo servido no Senado, em um momento tão grave. Perguntas ficaram  sem resposta de quem se propunha a se defender das acusações. 
 E o povo? Ora, se não tem pão, que coma brioches! E que corra atrás de emprego, saúde, cultura, educação, segurança e esporte. Enquanto isso, suas excelências se digladiam e nós pedimos ao Poder Maior que encaminhe este País para verdes paisagens, cobertas pelo dourado do sol, onde estrelas brilhem no céu anil e Ordem e Progresso sejam uma realidade. 

Programa cultural

Mas, vamos esquecer a política e curtir a arte. Hoje, quarta, às 11 horas, a Fundação Pinacoteca, a Associação de Amigos e a Prefeitura promovem, na sede do museu, a assinatura de ato, tendo por objetivo a execução de obras de climatização e instalações elétricas na entidade.
Logo depois, é assinado projeto de lei que autoriza a Fundação Pinacoteca a erigir instalações do Museu de Arte de Santos, conforme projeto aprovado pelo Condepasa. Boas notícias para a cultura local!
*** Na área de atrações artísticas, tem o Festival Santista de Teatro (Festa), que começa quinta, dia 1º. O destaque é o espetáculo "Processo de Conscerto do Desejo", monólogo do ator e diretor Matheus Naschtergale, às 21 horas, no Theatro Guarany.  O espetáculo baseia-se nos versos da mãe do ator, Maria Cecília Nachtergale. A entrada é franca. Mas a programação tem outras atrações, que podem ser conhecidas no próprio Guarany, na Praça dos Andradas, 100.
*** No Sesc, destaque, no domingo, 4, para o grupo Guaçatom, de Cotia, considerado um dos mais destacados programas de ação social, que divulga a música brasileira no País e exterior. Promove espetáculos, oficinas musicais e tem dois CDs lançados. Neste show em Santos, toca um pouco de tudo, do choro ao frevo, do samba ao baião, além de músicas infantis (domínio público) e obras de grandes compositores populares.
São 19 jovens cantores e músicos, dirigidos por Isa Uehara. Na Comedoria, às 17h30, com entrada franca. O Sesc fica na Rua Cons. Ribas, 136.

domingo, 21 de agosto de 2016

Esqueçamos os cangurus

Dos cangurus da delegação australiana à emoção da festa de encerramento, a Olimpíada do Rio de Janeiro, afinal, foi um sucesso. Começou mal, com críticas às instalações para os atletas, feitas pelas primeiras delegações a chegarem ao Brasil. Sujeira e obras inacabadas eram as reclamações, principalmente por parte da Austrália.
O prefeito carioca, sem muito tato, disse que colocaria cangurus à porta dos australianos, para eles se sentirem em casa. Foi criticado com razão, voltou atrás, pediu desculpas, ganhou um canguru de pelúcia de presente e fez as pazes com os australianos.
Parece que os problemas começaram a ficar menores naquele momento.  Violência, falta de mobilidade urbana, ameaça terrorista, falta de dinheiro, complexo de inferioridade dos brasileiros, tudo foi ficando para trás, e a Olimpíada avançando. A abertura já deslumbrou o mundo, pela criatividade do espetáculo sobrepondo-se à verba mais enxuta.
E vieram as competições, as lendas do esporte olímpico, nossos atletas brasileiros lutando com técnica, sim, mas, principalmente com o coração. Vontade de vencer. Alguns conseguiram, outros, talvez com menor preparo psicológico, ficaram pelo caminho.
Todos merecem nosso aplauso e respeito, principalmente se lembrarmos as dificuldades que o esporte - assim como outros setores - encontra no Brasil.
Alguns incidentes, a lamentável morte de um integrante da Força Nacional e alguns problemas técnicos serviram para nos lembrar que este é o nosso País, cheio de dificuldades e desafios, mas que resiste. E sabe fazer uma festa bonita. As medalhas brasileiras vieram sempre carregadas de muita emoção, não fôssemos nós um povo tão emotivo.
As duas últimas de ouro, no futebol e no vôlei masculinos, quase mataram os brasileiros do coração! E a festa de encerramento mostrou ao mundo, mais uma vez, a nossa alegria de viver. Linda, colorida, feérica! Contagiou plateia e atletas, que, no final, não resistiram e caíram no samba.
Vamos, então, reconhecer: nosso medo e desconfiança, antes e no começo dos Jogos Olímpicos, desfizeram-se em um grande sucesso. E vamos, também, aplaudir os cariocas, que, à sua maneira, transmitiram uma grande energia positiva a esta Olimpíada. Têm todo o direito de, de vez em quando, exibir suas "carioquices": o Rio de Janeiro é lindo e sabe receber o mundo!   

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A perplexidade de Omran

As imagens do menino sírio dentro de uma ambulância, após ter sido resgatado dos escombros do prédio onde morava, com a família, são tristes, chocantes e revoltantes. A expressão perplexa de Omran D., 5 anos, totalmente  coberto pela poeira e sentadinho na ambulância, aguardando atendimento, correm o mundo, mas parece que não ensinam nada a quem, com elas, deveria aprender .
O sangue escorrendo da cabeça do menino deveria levar os responsáveis por guerras, terror e violência a pensar, recuar nesse caminho doloroso, que leva apenas à morte e sofrimento, sem poupar crianças, idosos ou qualquer um que nele se encontre.
Mas, infelizmente, dinheiro e poder movem o mundo. Podem estar disfarçados de patriotismo ou religiosidade, mas, não passam de sordidez e ambição. Omran, seus pais e seus irmãos (entre eles, um bebê de um anos) foram resgatados e estão bem. Perderam a casa e o que tinham, e têm que recomeçar. Imagino como pai e mãe dessa família - assim como milhares e milhares de outros pais e mães - explicam a seus filhos que o pouco conforto que tinham já não existe mais. Enquanto isso, os responsáveis pelas guerras, confortavelmente instalados em seus gabinetes, planejam novos ataques, novos lances nesse horripilante tabuleiro de xadrez! 

E não foi mesmo assalto!

 O assalto não foi mesmo assalto e a confusão está formada. Os nadadores norte-americanos da Olimpíada do Rio inventaram a história do assalto para justificar o vandalismo e a confusão em que se meteram em um posto de gasolina.
Mandaram parar o táxi que os conduzia às acomodações olímpicas - após saírem de uma festa - para usar o banheiro. Só que decidiram quebrar objetos das instalações sanitárias e foram impedidos de ir embora pelos seguranças. A partir daí, formou-se a confusão, e os americanos, para justificar o imbróglio, inventaram a história do assalto ao táxi em que estavam.
Atitude feia, nada digna de atletas que foram tão bem recebidos pelo País anfitrião da Olimpíada! Como a notícia do "assalto" correu mundo, a polícia brasileira, agora, quer tudo muito bem explicadinho, "em seus mínimos detalhes". Concordo plenamente!
*** Quanto aos Jogos, vamos caminhando para a reta final. Conquistamos mais medalhas, alguns de nossos atletas exibem bons resultados graças ao esforço individual e aguardamos ainda mais algumas boas surpresas e esperadas confirmações de medalhas. Até que o saldo está sendo bom!    

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Afinal, foi ou não assalto?

E essa agora, hein?! O assalto aos nadadores norte-americanos da Olimpíada carioca não foi assalto? Eles comunicaram falsa ocorrência? A coisa ficou tão feia, que as ordens da polícia são para reter os passaportes dos dois. Mas, ao que tudo indica, eles já não estão mais no Brasil. Que imbróglio!
Realmente, as imagens do circuito interno que mostram os atletas chegando às acomodações olímpicas, pouco mais de uma hora após o alegado assalto - que teria sido praticado dentro de um táxi, por bandidos que obrigaram o carro a parar - não dão nenhuma pista de abatimento, susto ou agitação. Os norte-americanos estão até bem tranquilos.
Então, por que teriam inventado a história? Só para se divertir e zombar do país anfitrião, espalhando a "notícia" pelo mundo? Se sim, uma atitude desprezível e sem graça. Se não, esperamos que a polícia esclareça tudo. Só não pode deixar pra lá!
*** Quanto às medalhas, boas e más surpresas. Um ouro que poucos esperavam na canoagem e a derrota, para as chinesas,  da seleção feminina de vôlei, cujo tricampeonato olímpico era tido como certo. Nos esportes coletivo, por sinal, parece que o Brasil não vem se dando muito bem, com várias eliminações. Bem doída foi a derrota da seleção feminina de futebol, que teve início irretocável na Olimpíada.
Em compensação, a seleção masculina deslanchou a fazer gols contra Honduras e está na final, correndo pelo ouro. Quem diria, com um início tão pífio, não?! É o esporte, revelando talentos e personalidades no calor da disputa.
Mas, além das medalhas, vitórias e derrotas, ficam imagens inesquecíveis, como a do netinho de Zé Roberto Guimarães, treinador da seleção feminina de vôlei, logo após a eliminação da Olimpíada. Enrolado em uma Bandeira Brasileira, Felipe, 6 anos,  correu para o avô, chorando e perguntando: "Como, vocês nunca perdem?!" E o avô explicou que esporte é assim mesmo, que as adversárias tinham sido melhores, mereciam a vitória. E consolou o pequeno, enquanto também era consolado pelo menino. Cena inesquecível!


Comer com alegria

Para comemorar as vitórias ou esquecer as derrotas na Olimpíada, que tal uma refeição em belo espaço, em meio a um jardim e respirando arte? É o que a Pinacoteca Benedicto Calixto está oferecendo a partir de quinta, 18, em seu Café Bistrô Calixto. Com projeto das arquitetas Carla Paulino e Daniela Ali, o antigo depósito da Pinacoteca foi transformado em ambiente dos mais agradáveis, para abrigar público em geral e, também, para ser alugado para recepções particulares.
O Café Bistrô funciona diariamente, das 8 às 22h30, tem mesas nos espaços interno e externo (com vista para os jardins e o prédio da Pinacoteca) e oferece todas as refeições, a começar pelo café da manhã. Tem também almoço, chá da tarde, happy hour e jantar. O criativo cardápio inclui bolos, doces, petiscos e pratos ligeiros, além de saladas incrementadas com ingredientes que surpreendem, tudo criado pela chef Vera Corrêa e Castro. A carta de vinhos fica por conta do outro sócio do bistrô, Fernando Pons.
Um espaço que promete. Av. Bartolomeu de Gusmão, 15. O estacionamento, pago, tem entrada pela Av. Epitácio Pessoa, 100.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Poucas, mas suadas medalhas

E aos poucos, vão chegando nossas medalhinhas na Olimpíada carioca. Até agora, nossos atletas-heróis (têm tão pouco apoio!) medalhistas vão trazendo prata e bronze, para se juntar ao solitário ouro do judô. Uma pena Arthur Zanetti não ter conseguido repetir o ouro de Londres!
Merecia repetir a façanha, tão simples e dedicado ele é. Não à toa, conquistou o coração dos cariocas, de quem é ídolo. Mas, não deu para ele. De qualquer forma, a prata deve ser muito valorizada. Atleta brasileiro que não joga futebol, é ídolo e conquista duas importantes medalhas em olimpíadas seguidas precisa ser MUITO aplaudido.
De modo geral, nossos atletas parecem combativos e dispostos a ganhar ou cair de pé. Menos mal para um País onde - repito - esporte só é realmente valorizado se for futebol.
A lamentar os acidentes e incidentes que têm acontecido na órbita dos Jogos Olímpicos: a morte do medalhista olímpico alemão após grave acidente de carro; o assalto à mão armada, em um táxi,  a um grupo de nadadores americanos, entre eles o medalhista Ryan Lochte;  a água das piscinas que ficou com cor de não-sei-o-quê; a queda da câmera aérea que feriu sete espectadores e mais alguns problemas eventuais.
Alguns plenamente evitáveis, como a queda da câmera - onde estava a manutenção que, neste caso, penso, deveria ser diária? -; as piscinas - que também não admitem erros de manutenção - e o assalto - segurança, em um evento como este -  nunca é demais.
Mas, continuemos firmes. Está bem melhor do que a maioria - me incluo no grupo - esperava. Que venham mais medalhas. E que cheguemos a um final muito feliz!

Pouca arte

O jeito é curtir mesmo a Olimpíada porque muito pouco tem a oferecer a programação cultural esta semana. À exceção do show de rock da banda Capital Inicial, sábado, 20, às 22 horas, no Mendes Convention, pouco resta para quem curte arte mais elaborada. Ingressos para a Capital Inicial vão de R$ 80,00 a R$ 120,00 à venda no local.
O Sesc tem uma atração interessante: show de João Ormond, na sexta-feira, 19, em sua Comedoria. Violeiro, cantor e compositor, Ormond incorpora a viola caipira aos ritmos nordestinos e apresenta também sucessos de Luiz Gonzaga, Alceu Valença e Dominguinhos.Uma proposta musical e dançante, com início às 21 horas e ingressos de R$ 5,00 a R$ 17,00.
De resto, tem show de Luiz Ayrão, também sexta, às 21 horas, no Teatro Coliseu. Ingressos custam R$ 80,00. E só!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Sobre medalhas e impeachment

Enquanto nossos atletas tentam, na Olimpíada carioca, trazer algumas medalhas para o Brasil, o Senado segue no rito de julgamento da presidente afastada, para saber se haverá ou não impeachment. O mais recente lance foi uma sessão extremamente longa, com pronunciamentos nem sempre inteligentes dos senadores, sem trazer nenhum fato novo a público, mas recheados de posicionamentos políticos.
Tudo de acordo com a lei, mas será que não dava para encurtar um pouco todo esse processo traumático e trazer mais estabilidade para o País? Lei é lei, mas para quem sofre com a crise, fica difícil entender!
Não tem nada, não. O futebol voltou a dar alegrias, com a seleção olímpica masculina desencantando e vencendo de goleada. Vamos aguardar os próximos passos...
De resto, o judô, do qual se esperava várias medalhas, decepcionando e ficando apenas com uma de ouro e outra de bronze. Nossos esportes coletivos conseguindo bons resultados, mas nada definido.
Torcer, nós torcemos. Difícil é criar no Brasil a mentalidade de que temos muitos talentos, mas precisamos revelá-los para o esporte. Como conseguir isso com professores de educação física ganhando mal, com crianças carentes sem maiores oportunidades e com um País onde - a exemplo da cultura - pouco se estimula o esporte?!

Belo programa na Capital

Sem política e sem esporte. Vamos a um belo programa cultural prometido para dia 25 deste mês: Maria Alice e Roberta Peres retomam sua programação paulistana, formando grupo que sai de Santos direto para o Centro Cultural Banco do Brasil. Vai ver "Los Carpinteros: Objeto Vital", mostra que reúne 70 obras de artistas cubanos ligadas à história desse país.
 Los Carpinteros surgiu em Havana, em 1992, época de profunda crise econômica em Cuba. Hoje é formado por Marco Castillo e Dagoberto Rodriguez, tendo os objetos como tema e material central das obras. O curador é Rodolfo de Athayde, carioca respeitado por importantes curadorias de mostras de grandes artistas.
Ele lembra a "inusitada aproximação de Cuba com os EUA" e Dagoberto Rodriguez fala da divisão entre passado e presente do povo cubano, brincando: "É como um  mambo, com dois passos para a frente e um para trás". Tudo isso inspira Los Carpinteros, com suas grandes aquarelas, instalações e esculturas, pontilhadas de inteligência, humor e política.
Após a visita ao Banco do Brasil, o grupo segue para almoço no Uni Masp, da Avenida Paulista e, dali, para a Galeria do Sesi, onde vai ver e interagir com as obras do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que reúne trabalhos de 339 artistas, de 31 países.
Com curadoria de Paula Perissinotto e Ricardo Barreto, a mostra está recheada de instalações interativas e obras de arte virtual, além de games, animações e vídeo arte. Para curtir, se informar e se divertir.
Antes do retorno a Santos, os santistas passam na La Vie en Douce, de Carole Crema, uma das docerias mais charmosas e elogiadas dos Jardins. Maiores informações sobre esse programão podem ser obtidas pelo tel. 98132-0446.  

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Nossos erros e acertos

E lá vamos nós, Olimpíada afora, em meio a erros e acertos. O saldo da organização, até agora, parece positivo, sem maiores problemas e transtornos aos que querem assistir às competições. Nossos atletas, apesar de se esforçarem ao extremo (odeio o tal de "vou dar o melhor de mim"!), não têm alçado grandes voos rumo ao pódio, mas ainda faltam vários dias para acabar.
Nossas solitárias medalhas de ouro e de prata estão lá, para comprovar. Bonita, mesmo, tem sido a atitude da torcida, incentivando os atletas brasileiros, aplaudindo-os em suas vitórias e também nas derrotas. Um belo exemplo do espírito brasileiro!
Em compensação, tem brasileiro tão covarde, que se esconde atrás do computador e usa a internet para ofender, com grosseria e de maneira repugnante, uma nadadora como a Joanna Maranhão, que, por não ter tido êxito em sua prova, foi xingada e até ameaçada nas redes sociais. Não deveria ser prioritário, para a polícia especializada, identificar e prender (prender mesmo,  nada de cestas básicas) os autores dessas ofensas?
Feio, também, está sendo o papel da seleção brasileira de futebol masculino, que, até agora, não disse a que veio. Parece que o futebol brasileiro está precisando mesmo de uma profunda reformulação. Ou vamos continuar nessa de nos digladiarmos (até com violência e mortes) por nossos times, sem nos importarmos com a qualidade do que é mostrado em campo?  

APAP mostra sua arte na Pinacoteca

Para compensar a agitação dos Jogos Olímpicos, um pouco de (boa) arte, que não faz mal a ninguém. Pelo contrário, faz ganhar em informação e cultura. Responsável pelo evento: Pinacoteca Benedicto Calixto. Atividade: mostra de trabalhos de 68 integrantes da APAP - Associação Paulista de Artistas Plásticos.
A entidade, que não tem fins lucrativos, mas cuida dos interesses dos seus associados, escolheu o museu santista para iniciar sua exposição itinerante, comemorativa dos 35 anos de existência. A inauguração é hoje, às 19h30, com a presença de vários expositores, entre eles, Gilberto Salvador, um dos grandes nomes da pintura moderna brasileira.
Segundo o crítico Enock Sacramento, a entidade vem cumprindo seu papel durante todos esses anos, promovendo palestras e oficinas, entre outras atividades. A exposição "APAP - 35 Anos de Arte" fica aberta ao público até 18 de setembro, das 9 às 18 horas, no térreo da Pinacoteca, Av. Bartolomeu de Gusmão, 15. A entrada é franca.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Largada em alto nível

Surpreendente, no bom sentido, a festa de abertura da Olimpíada no Rio. Altamente politizada, divulgando mensagens que o mundo inteiro precisa mesmo receber, mostrando um pouco da formação do Brasil e utilizando a criatividade no lugar do luxo que as verbas reduzidas não poderiam bancar, foi muito aplaudida, dentro do Maracanã, no País e no mundo.
Elogios de todas as partes, merecidíssimos. De vez em quando um "escorregão", ao exagerar no "espírito carioquês", mas nada sério. Foi bonito, mesmo, acabando com os temores de que a festa se transformasse em um fracasso logo no começo. Não aconteceu, e o País saiu engrandecido e elogiado por sua arte e criatividades.
Só achei "over" o desfile das baterias das escolas de samba. Está certo que a descontração marcou todo o espetáculo, e a referência ao grandioso carnaval do Rio não poderia deixar de ser feita. Mas transformar o Maracanã em Sambódromo, com mulheres de fio dental, e pouco antes da entrada da tocha olímpica, nada a ver!
É só uma opinião. E, como eu sempre digo, com opinião pode-se concordar ou discordar.
De resto, escolha perfeita dos atletas que levaram a tocha dentro do Maracanã e de Vanderlei Cordeiro de Lima para acender a pira olímpica, diante da impossibilidade física de Pelé. Realmente, subir aquela escada seria impossível para o "atleta do século", recentemente operado.
Enfim, valeu! Tudo correu bem e o Brasil já deu a largada ganhando pontos. Tomara que vá nesse caminho até o encerramento dos Jogos Olímpicos!   

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Zero a zero frustrante!

Frustrante a estreia da seleção olímpica brasileira de futebol, não?! Empate contra a África do Sul! E sem nem um golzinho! Se esse for o jeito escolhido para tentar conquistar o ouro, acho que o equívoco é grande.
Falta muito futebol aos nossos craques para chegar lá. Neymar e cia. não deram conta do recado. E o Gabigol ainda vem dizer que quem vaiou a seleção não assistiu à partida direito ou não entendeu o jogo. Como assim? Não entendeu?! Eu entendi que ficamos no zero a zero bem rasteirinho. Um pontinho e pronto. E não precisa explicar mais nada.
*** E, finalmente, embarcou para o Brasil a seleção da Nigéria, que estreia na competição às 22 horas desta quinta, 4. Desembarca poucas horas antes do jogo. O governo nigeriano finalmente acertou as taxas com a empresa aérea que traz os atletas de Atlanta, nos EUA, onde estavam retidos, para Manaus. É mole?
*** Triste ver nossos antigos campeões de futebol lidando com dores e doenças. Zagalo emocionou o Rio quando carregou a tocha em cadeira de rodas. Mas está lúcido e falou como é importante participar desse revezamento.
Melhor está Pelé, que, apesar das dores musculares, foi liberado pelo médico para participar da cerimônia de abertura nesta sexta, 5. Será ele a acender a pira olímpica? Tomara que sim. Homenagem merecida! 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Com o pé direito!

Demos o pontapé inicial com pé direito. Três a zero da seleção olímpica feminina de futebol em cima da China foi uma vitória consistente. E a alegria das atletas - várias delas muito experientes -, comandadas por Marta, contagiou o Engenhão. Que seja um bom presságio para o Brasil e para a Olimpíada do Rio!
Já a seleção masculina estreia na quinta, 4, em Brasília, às 16 horas, Estádio Mané Garrincha, contra a África do Sul. Espera-se que não fique atrás das meninas e comece a corrida em busca do ouro com uma boa vitória.
Em compensação, a seleção olímpica de futebol da Nigéria, também com estreia prevista para quinta, 4, em Manaus, estava até quarta, 3, retida em Atlanta, EUA, porque o governo nigeriano não pagou as taxas à companhia de aviação que transportaria os atletas ao Brasil. Corre o risco de perder a partida de estreia por W.O. Triste, não?!
Mas a expectativa maior é para sexta, 5, com a grande festa de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, a partir das 20 horas. O Maracanã deverá estar lotados para assistir às apresentações artísticas, desfile das delegações e cerimônia em que será acesa a pira olímpica. A grande pergunta é: quem vai acendê-la? Pelé já foi oficialmente convidado pelo COB, mas ainda não se tem a certeza de que será ele.
Lamentável é a posição da medalhista de ouro em Atlanta, Jackie Silva, que declarou não concordar com a escolha de Pelé, porque "futebol já passou. Foi na Copa do Mundo". Depois, amenizou o tom, dizendo que Pelé foi um grande atleta e que não tem nada contra ele.
Então, teria sido melhor ficar calada. Estamos no Brasil, temos um dos maiores atletas do mundo, vivo, a visibilidade será internacional e poderá fazer esquecer os muitos problemas da Olimpíada, e ela vem com esse nhê-nhê-nhê. Faça-me um favor!  

Pinacoteca tem novo projeto

Bons ventos sopram na área artístico-cultural. A Pinacoteca Benedicto Calixto reúne quinta, 4, novos parceiros, que vão ajudar a entidade a valorizar ainda mais seu patrimônio histórico e artístico. Durante café da manhã, será lançado o Projeto Rede Vida, que tem, como sua meta mais ambiciosa, dobrar o número de visitantes anuais, atualmente na casa de 30 mil.
De acordo com a presidente da Fundação Pinacoteca, Sílvia Teixeira Penteado, é um projeto ambicioso, mas possível, devido à diversidade do acervo da Pinacoteca e das atividades ali realizadas.
Convidados para novos parceiros estão o poder público, iniciativa privada, escolas, universidades, entidades sociais e a mídia.
Que o Projeto Rede Vida seja um sucesso, para que a Pinacoteca tenha ainda maiores possibilidades de elevar a cultura santista a um alto nível, projetando-a nacionalmente, como vem fazendo até hoje! 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Não perca Montenegro!

Tem esporte e política mais abaixo, mas fiquemos com a arte: a música continua salvando a agenda em Santos. Uma ótima atração é Oswaldo Montenegro, que vem na quinta, dia 4, ao Teatro Coliseu. Ele canta a partir das 22 horas, em espetáculo que comemora seus 40 anos de carreira.
Nome de peso da música popular brasileira, Montenegro tem parceria de mais de 40 anos com a flautista Madalena Salles. Compõe para TV, teatro, balé e tem em sua música influência de várias vertentes, já que teve contato, em sua vida, com diferentes estilos, inclusive música barroca e erudita.
Neste show, intitulado "A Porta da Alegria", além de cantar,  conta casos e fatos de sua carreira, que começou nos grandes festivais de MPB. Ingressos vão de R$ 80,00 a R$ 120,00, e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro, Rua Amador Bueno, 237.

Futuro cinza prateado

O ex-presidente da Câmara entregou ontem as chaves da residência oficial e, assim, parece aos olhos do grande público, mais afastado da frenética atividade parlamentar que tentou desenvolver, mesmo afastado de suas funções.
Ele pediu à mesa diretora um apartamento funcional, que lhe foi concedido, apesar dos protestos de alguns parlamentares, que alegam estar ele afastado de suas funções. Mas, a justificativa é de que está afastado liminarmente, e não se sabe como será o futuro.
Para um político comum, seria negro, mas para o inteligente e esperto ex-presidente, quem sabe não será cinza prateado ou preto com bolinhas brancas?...


Estrela da natação

Ela tem 19 aninhos e promete ser a sensação não só da equipe norte-americana de natação, como o grande sucesso da Olimpíada do Rio. Katie Ledecky é "apenas" recordista mundial em três distâncias e ganhadora de 10 medalhas de ouro em mundiais.
Sua performance é tão boa e seu preparo físico tem nível tão alto, que seu treinador decidiu colocá-la para nadar, nos treinos, ao lado de nadadores masculinos. E...adivinhem? Ela ganha todas. Dizem seus colegas homens de treino que é chato, sim, perder para uma menina, mas, em se tratando de Ledecky, o moral não fica tão abalado.
Afinal, tudo em nome do sucesso dos EUA na Olimpíada! Melhor para os Jogos Olímpicos, que já têm uma estrela garantida, e para o Brasil, que vai poder ver, ao vivo, uma grande atleta em atividade. E, provavelmente, batendo novos recordes!