quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Apenas perguntas

Não vou e nem quero comentar os últimos acontecimentos políticos do País. Bastam três perguntas: até quando esta Nação vai aguentar tudo aquilo que a conduziu ao fundo do poço em que se encontra? Será que consegue combater a corrupção de maneira firme e se livrar (uma "utopiazinha" não faz mal a ninguém) dessa praga e seus vetores que assolam o País? Será que a baderna e a agitação não serão banidas, em nome da paz que possibilite o diálogo e  o trabalho para a reconstrução?
Ah! E não custa nada acrescentar mais uma perguntinha: será que os políticos de todos os matizes acham mesmo que o doente sem assistência, a criança sem escola, o desempregado sem perspectiva e o faminto sem comida estão preocupados com ideologias? Pobre povo brasileiro!
Só espero que os exemplos de dignidade, trabalho, esforço, método, dedicação, seriedade e recomeço, dados pelos atletas da Paralimpíada, sirvam de inspiração para o Brasil e os brasileiros. Pena que a abertura dos jogos não tenha tido a mesma badalação da Olimpíada e não tenha sido mostrada em rede de TV para todo o Brasil. Muita gente deveria se espelhar nesses heróis da vida real! 

Começa o Mirada

E a arte, desta vez, chega também com forte viés político: o Sesc volta a promover seu Mirada, importante festival íbero-americano de teatro, que, além de apresentações de 15 espetáculos do Brasil traz também sessões de 28 montagens internacionais. Participam países da América Latina, além de Portugal e Espanha.
A estranheza da não realização do Mirada ano passado é agora explicada pelo fato do festival chegar a Santos a cada dois anos. Além de temas políticos e sociais, os espetáculos de teatro contemporâneo abordam assuntos como identidade de gênero e relações humanas, entre outros.
Há ainda shows, autores em evidência - como o santista Plínio Marcos -, convivência entre espectadores e atores e instalações visuais. A abertura é hoje, no Teatro do Sesc, às 20 horas, com a peça espanhola "4" (a Espanha é a homenageada desta edição), de Rodrigo Garcia, que critica a cultura de massa.
O Mirada, que vai até dia 18,  ocupa diferentes teatros e espaços da Cidade, e a programação completa, com preços de ingressos e horários, pode ser conferida em: sescsp.org.br/mirada