terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Paulino, um oásis de paz


                                               

  
               Uma pessoa que se dedicou a ensinar uma nova e feliz maneira de viver, em meio ao caos dos nosso tempos. Hoje, quarta-feira, dia 30, Paulino Pennin de Campos será lembrado durante sessão em sua homenagem, no Tattwa que leva seu nome, localizado na Rua Comendador Martins, 3, Vila Mathias. Às 19h30.      

                    Em tempos tão difíceis como os que estamos vivendo, onde imperam ódio,  violência, agressividade, discordância em todos os níveis de atividade humana, dissimulação e injustiça, nada mais necessário do que abrirmos um parênteses nessa insanidade e voltarmos para nós mesmos. Procurarmos nosso intelecto, nosso espírito, nosso eu não material, em busca de um pouco de paz, quanto mais não seja, para descansar nosso físico tão agredido pelo mundo moderno.
          Para isso, podemos nos valer de ambientes que nos remetam a essa paz; ou podemos optar pela música que relaxa e eleva, por livros que iluminam caminhos por nós nem sonhados ou por pessoas que se dedicam à tarefa de auxiliar seus semelhantes na busca dessa nova maneira de viver.

Se nos detivermos nos livros que contam a História da Evolução Humana, encontraremos inúmeros exemplos de criaturas que, com suas pesquisas, estudos e dedicação a um ideal, vêm ajudando o homem a subir pequenos, mas decisivos degraus da longa escada que leva ao Bem Maior. Entre elas está um espanhol que escolheu Santos para viver.

         Paulino Pennin de Campos foi uma dessas criaturas predestinadas. Dedicando-se ao estudo e prática do Esoterismo, ajudou física, psicológica e espiritualmente todos os que o procuravam para minimizar males do corpo e da alma. Nascido de pais modestos, em 19 de junho de 1878, em 1895, com apenas 17 anos, embarcou para o Brasil e veio trabalhar no café, em Santos.

         Escolheu o Morro do São Bento para morar, e, ávido por conhecimento, procurava tudo estudar e comparar. Dessa forma, descobriu o Ocultismo, que passou a estudar profundamente. Tornou-se um grande conhecedor e, com a fundação, em São Paulo,  do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, filiou-se a essa Ordem. Foi seguido por um grupo de amigos, entre os quais se destacavam Antônio Francisco Bento e João Gaspar, que com Paulino formaram o tripé do Esoterismo em Santos.

         Mas não só de estudos e palestras Paulino Pennin de Campos se utilizava para divulgar o Esoterismo. Eram os exemplos de vida que mais faziam pela divulgação desse novo conceito. Após um árduo dia de trabalho, estava sempre pronto a ajudar a quem o procurava em sua casa.
         Todas as noites, uma romaria subia o São Bento. Eram pessoas em busca de saúde física e mental, procurando paz e conhecimento. Paulino a todos atendia, com bondade, com um sorriso que era sua marca registrada. Durante anos, aliviou males de vários tipos, ensinando também a autocura pela pensamento correto.

         Como todos os que pregam uma boa e nova atitude perante a vida, Paulino também teve que enfrentar adversários e detratores, aos quais respondeu com o bem, de tal modo que a tentativa de silenciá-lo não surtiu efeito e os ideais de Harmonia, Amor, Verdade e Justiça, defendidos pelo Círculo Esotérico, continuaram a ser pregados e plenamente vividos.

         Após breve enfermidade, faleceu em sua casa, no Morro do São Bento, em  30 de janeiro de 1934. No dia seguinte, após o sepultamento, amigos e estudantes do Esoterismo fundaram o Tattwa Paulino Pennin de Campos, centro de cultura e irradiação mental, que perpetua a memória do patrono e mantém vivos até hoje os ideais do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento.