segunda-feira, 25 de abril de 2016

De guerras a empresas retrógradas

Entra semana, sai semana, chega feriado, termina feriado (quem se lembrou realmente de Tiradentes, a não ser os que assistem à  minissérie da Globo?) e o mundo continua igual: convulsionado, em lutas físicas e emocionais, com tentativas de apaziguamento, mas sem sair do lugar.
Em Hannover, na Alemanha, Barack Obama clamou por uma "Europa forte, próspera, democrata e unida", para poder enfrentar os terríveis desafios que se impõem ao Planeta, em especial o terrorismo do Estado Islâmico. E anunciou mais guerra: o envio de 250 soldados à Síria para apoiar milícias que lutam contra o terror. É assim mesmo que funciona: guerra para tentar acabar com a guerra.
E, no Brasil, apesar da "guerra" se desenvolver no plano moral, intelectual e político, as coisas não são diferentes: durante a criação da Comissão Especial de Impeachment, no Senado, foi lançado o pedido, por parte da turma que apoia o governo, de se esperar para julgar a presidente somente em conjunto com o vice-presidente.
Nem é preciso dizer que a oposição estrilou, apontou a tentativa de adiamento da apreciação do impeachment e acabou ganhando: o presidente do Senado  não aceitou o pedido dos governistas. Agora me digam: foi ou não uma tentativa de declarar guerra para tentar acabar com outra guerra?...
*** Mas, infelizmente, este é o nosso País, onde tudo está paralisado, piorando a cada dia, à espera dos rumos da política e, consequentemente, da economia. Que inveja de países politicamente equilibrados! E de empresas que miram o futuro, então...
O Google acaba de lançar sua nova divisão denominada Área 120, com sede física em São Francisco, Estados Unidos. Sabem para quê? Para ser uma espécie de incentivadora dos funcionários com boas ideias. Funciona assim: sob a direção dos executivos Dan Harrison e Bradley Horowitz, estuda planos de negócios apresentados por seus funcionários. Se aprovados, esses funcionários trabalham em seus planos, por alguns meses, em tempo integral. É uma oportunidade de receberem financiamento adicional e criarem novas empresas, com a participação do Google. O objetivo é incentivar o espírito empreendedor em benefício do próprio Google.
Já no Brasil, alguns laboratórios que mantêm planos de descontos em medicamentos caros, de uso contínuo, para clientes cadastrados, estão retirando esses medicamentos da relação dos que podem receber desconto. Um exemplo? Colírio cuja caixinha de 5 ml custa em média pouco mais de R$ 120,00. Para ser utilizado todos os dias, em alguns casos, mais de uma vez ao dia. E, como seu objetivo é diminuir a pressão na vista, se não for utilizado, pode contribuir para o surgimento do glaucoma.
Como esse, outros casos, outros medicamentos. Mas, o que importa isso ao faturamento dos laboratórios? Ou aos órgãos governamentais? Ora, dirão os governistas, mas isso era apenas uma concessão dos laboratórios! Uma concessão que, em alguns casos, podia salvar vidas. Ou evitar danos permanentes aos cidadãos. O governo não poderia (ou deveria) entrar na jogada para reverter essa retrógrada e desumana atitude dos laboratórios?      

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