O discurso foi bonito. O presidente em exercício provou que é político tarimbado e tem real formação de jurista, ao falar com convicção, tranquilidade e poder de convencimento. Neste primeiro pronunciamento como presidente já empossado, o jurista Michel Temer fez questão de ressaltar a importância da Constituição e da observância ao que nela está escrito.
Após dar posse à sua equipe de ministros, falou em união e harmonia do Executivo, Legislativo, Judiciário, empresários e trabalhadores, pela construção de um País onde não se fale mais de crise, mas de trabalho. Ressaltou o lema da Bandeira Brasileira, "Ordem e Progresso", que deverá orientar as ações do seu governo.
Fez uma respeitosa referência à presidente afastada, mas afirmou, com todas as letras, que é preciso olhar para a frente com olhos do presente e do futuro, não com olhos do passado. Em resumo, começou bem, resta agora esperar para conferir na prática as boas intenções do novo governo.
Divertido foi ver os eternos "papagaios de pirata" tentando aproveitar as câmeras para aparecer ao lado do presidente e ministros. Eles ajudaram a criar o clima de festa, o qual, segundo Temer, ele preferiria ter trocado por uma cerimônia mais sóbria, combinando com o clima sério que o País atravessa.
Mas, como assessores e plateia pareciam estar em altíssimo astral, fazendo questão de demonstrar sua grande expectativa, o próprio presidente embarcou no clima, permitiu-se algumas brincadeiras durante o discurso e acabou se alongando na fala.
Menos mal que não tenha falado amenidades, mas de assuntos sérios, seus planos para o País, a firme promessa de que manterá os programas sociais - ao contrário do que a presidente afastada e seu partido vinham pregando - e o apelo à união e respeito entre as várias correntes de pensamento político, em benefício do Brasil.
*** Pena que, do lado de fora do palácio, mulheres autointituladas pertencentes a movimentos sociais, tenham se acorrentado às grades de proteção, afirmando que, como a presidente afastada, não sairiam dali por vontade própria, só se fossem retiradas!
Uma atitude inútil, uma provocação à violência, que realmente veio, por parte de seguranças e policiais, quando, já sem as correntes, tentaram subir a rampa para invadir o palácio. E, aí, sobrou para profissionais da mídia, que já tinham sido hostilizados e agredidos de manhã, quando os tais movimentos sociais esperavam pela presidente afastada, para aplaudi-la. Espetáculo lamentável, mais uma visão negativa do País mostrada para o mundo todo!
Mesmo sabendo que a esmagadora maioria da população não apoiava mais a presidente, graças à crise econômica e à corrupção no Brasil, esse segmento da sociedade proclama que, com essas atitudes, está mostrando o "inconformismo" da população com o "golpe".
Encenação especial para público externo - que, às vezes, dá certo, como na publicação de jornal alemão, que ridiculariza o Brasil, comparando-o a Honduras e Paraguai, com suas fracas democracias. Pena que os correspondentes estrangeiros não tenham que morar no Brasil, procurar emprego aqui, recorrer à saúde e ensino públicos e enfrentar a falta de segurança diariamente! Será que eles ainda manteriam seus posicionamentos de que houve um "golpe" no Brasil?
Mas, essa encenação, infelizmente, é estimulada pela própria presidente afastada, que ainda ameaça recorrer a organismos internacionais contra o "golpe" de que diz ter sido vítima. Convenhamos que denegrir a imagem do próprio País no exterior não é postura conveniente a uma estadista!
Mas, essa encenação, infelizmente, é estimulada pela própria presidente afastada, que ainda ameaça recorrer a organismos internacionais contra o "golpe" de que diz ter sido vítima. Convenhamos que denegrir a imagem do próprio País no exterior não é postura conveniente a uma estadista!
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