"# Não Calem o WhatsApp" é o nome da campanha que a Associação Pró Teste retomou. Segundo a entidade, a decisão do juiz Marcel Montalvão, de Lagarto, Sergipe, fere dois pontos do Marco Civil da Internet: a neutralidade da rede e a imputabilidade, ou seja, o fato de que os provedores da conexão não são responsáveis pelos ilícitos praticados por terceiros. E agora, como fica?
A verdade é que, mais uma vez, este nosso querido País vive episódios cheio de contradições, informações e contrainformações, problemas criados por quem deveria zelar, antes de mais nada, por uma vida com menos problemas para os brasileiros. O juiz de Sergipe está levando a sério seu papel de livrar a sociedade dos traficantes, mas sua justiça parece bem cega mesmo: ele não colocou na balança os transtornos que causaria a milhões de brasileiros usuários do WhatsApp ao suspender as atividades do aplicativo.
São médicos que se comunicam com seus pacientes, empresários que fecham negócios, usuários que pedem remédios às farmácias e até policiais que recebem denúncias pelo WhatsApp. Está sendo ou não uma medida desproporcional tomada pelo juiz?
Não é à toa que seu amigos encheram sua página pessoal, no Facebook, de piadinhas, protestos e apelos pela liberação do aplicativo. Mas o Meritíssimo não respondeu a nenhum.
Não faz mal, somos tão criativos que estamos rindo de nossa desgraça e fazendo incontáveis piadas a respeito do bloqueio do WhatsApp. E tão acostumados a "nos virar nos 30", que já descobrimos uma porção de outros aplicativos gratuitos para nos comunicar. Vejam bem: gratuitos. Porque, depois da ameaça de ter nossa banda larga limitada, ficamos sem o mais popular modo gratuito de comunicação via celular. E ainda rimos. Somos ou não privilegiados?
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